As Cataratas de Niagara - Dois países, duas cidades mas a mesma maravilha da Natureza

As Cataratas de Niagara são uma das maravilhas da natureza obrigatória para quem visita o nordeste dos EUA ou o Canadá. Apesar de ser possível visitá-las apenas num dos países, a verdade é que para se ter uma noção completa das quedas, deve-se visitar as duas margens, ou seja, o lado norte-americano e o lado canadiano. De ambos os lados, a entrada no recinto é gratuita.


Do lado norte-americano, existe uma pequena cidade, bastante tranquila, com habitações clássicas e um estilo de vida muito tradicional. Só nas imediações das cataratas existem as tradicionais lojas de turistas, restaurantes indianos e parques de estacionamento cheios de autocarros. 



A cidade de Niagara é um excelente local para pernoitar e foi isso que nós fizemos. Basta caminhar cerca de 300 m para o interior da povoação para perceber que o turismo pouco alterou o estilo de vida da cidade. Escolhemos uma guesthouse tradicional - Wanderfall Guesthouse - e lá ficamos durante dois dias maravilhosos. Os donos são super simpáticos e a guesthouse tem tudo o que um backpacker pode desejar: é acolhedora, faz-nos sentir em casa, cozinha equipada, pequeno-almoço, quartos e casas-de-banho limpas e internet, num bairro tranquilo da cidade e perto das quedas. É uma combinação perfeita. Aproveitamos a cozinha e fizemos um jantar maravilhoso com franguinho estufado e cogumelos. Uma delícia. 



As quedas de água no lado norte-americano estão bastante próximas, sendo que nós caminhamos completamente ao seu lado e sentimos a água cair sobre as nossas roupas e cara. Há imensos turistas, claro, mas há espaço que chegue para todos. O melhor é começar pela torre de observação que permite uma vista cénica sobre as quedas, nomeadamente a parte designada por "American Falls". Na época alta é possível descer de elevador - Cave of the winds - até à base das quedas. Em Abril, o elevador estava fechado. 


Outra das actividades que é possível fazer é o passeio de barco - Maid of the mist - que também só opera na época alta. Se o elevador era algo que não contávamos fazer, o passeio de barco estava nos nossos planos. Foi com alguma tristeza que percebemos que não íamos ter oportunidade de chegar perto das cataratas de barco. Mas, vendo as coisas pelo lado positivo, poupamos esse dinheiro. 



Resolvemos fazer o percurso a pé pelo Prospect Park e atravessamos a ponte pedonal, seguindo sempre ao lado das quedas e do rio, até à ilha Goat, onde visitamos a ilha Luna (completamente tapada por neve e gelo) e as tree sisters islands, assim como vários pontos de observação.




Nós optamos por visitar cada um dos lados das quedas em dias diferentes porque no primeiro dia estava bastante nublado e com alguma precipitação, mas para quem tem pouco tempo, é possível visitar os dois lados no mesmo dia (embora começando cedo e terminando tarde).


No segundo dia o tempo melhorou e as cataratas exibiram todo o seu esplendor. Neste dia atravessamos a pé a Rainbow Bridge, a ponte que liga o Canadá aos EUA, e exploramos o lado canadiano das cataratas. Para os europeus basta apresentar o passaporte na entrada e saída dos postos de emigração, sendo que no final apenas nos acrescentam um carimbo do Canadá ao passaporte. A passagem pela fronteira é bastante rápida e fácil. 



Uma vez no lado do Canadá nota-se que desaparece completamente a tranquilidade e o estilo de vida descontraído do lado norte-americano. Há quem chame à parte canadiana "shopping falls" e não é nada exagerado. As quedas são ainda mais magníficas vistas deste lado, mas nas nossas costas seguem-se shoppings, lojas de souvenirs, e mil e uma ofertas para turistas. Faça como nós, ignore estas coisas e concentre-se nas magníficas cataratas. 





Ao longo do Queen Vitoria Park a vista sobre as American Falls é maravilhosa e vê-se melhor a queda do Véu da Noiva, pouco visível do lado norte-americano devido ao gelo. Mas, o ex-libris das cataratas do lado canadiano é a Ferradura de Cavalo. Não haverá fotografia que faça jus a esta beleza.





É possível subir à torre Kkylon para ter uma visão panorâmica das quedas, mas nós optamos por fazer algo mais radical. Perdemos a cabeça e, depois do almoço, quando o sol estava a brindar-nos com um brilho extraordinário, fizemos um passeio de helicóptero sobre as quedas. Uma experiência memorável que partilhamos aqui no blog


No regresso, paramos na garganta do rio Niagara para apreciar o seu magnífico vale encaixado e depois regressamos aos EUA e à pacatez da cidade de Niagara Falls para as últimas fotografias do pôr do sol e apanhar um táxi para Buffalo (Deppew) e de lá apanhar o comboio para Chicago. 



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