Na cidadela de Copenhaga

Sopra um vento frio. O céu está tão negro. Parece que vai chover a qualquer momento. Mesmo assim resolvemos ver a estátua da Pequena Sereia e a Cidadela neste fim de tarde. Acabávamos de chegar a Copenhaga de comboio. O mesmo comboio que segue para Malmo, na Suécia. Vínhamos de visitar a exposição de Van Gogh fora da cidade. Estávamos um bocado cansados mas ao mesmo tempo ansiosos por conhecer mais esta área da cidade. Nem o frio, nem o vento, nem sequer a ameaça de chuva nos travou. 


O comboio parou na estação de Østerport e depois de nos agasalharmos com os cachecóis, gorros e luvas, dirigimo-nos para a Cidadela. Infelizmente não há perspectiva nenhuma que faça jus à vista aérea da Cidadela. Nós bem subimos e descemos os morros mas nada. Não há um plano perfeito para tirar a fotografia desta que é melhor e mais bem preservada fortificação do norte da Europa. O tempo esse, também não ajuda. A cada minuto que passa parece mais negro. As brasileiras que se cruzam connosco no recinto da cidadela parecem desanimadas com o frio e com a chuva, mas tal como nós, deslumbradas com a cidade. 





A cidadela tem uma planta em hexágono (só visível do céu) e integrava um sistema continuo de rampas e bastiões que cercava a Christianshavn. Todas essas estruturas acabaram por desaparecer, ora destruídas, ora integradas na malha urbana. A citadela ou Kastellet é o que resta dessa faixa defensiva composta por vários bastiões. Lá dentro existe um moinho, uma igreja e vários edíficios utilizados para fins militares. Mas, o que atraí os dinamarqueses a este local, especialmente num fim de tarde de inverno, não é o espaço histórico. É sim, o parque. Há dezenas de jovens a correr, a patinar e a passear os animais de estimação. Mesmo no frio do inverno, o parque é um lugar de eleição.  


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