Budapeste

Quando fizemos o interrail em 2006, passamos  um dia en route em Budapeste. Na altura lembro-me de ter pensado que a cidade era um misto de Paris e Viena, com as suas pontes sobre o rio Danubio, os edificios historicos e largas avenidas. Embora nao tenha o charme da primeira nem a grandiosidade da segunda, a verdade e que Budapeste tem os seus proprios encantos e nao desilude aqueles que a visitam (mesmo pela segunda vez!), pois as atraccoes sao para todos os gostos.
A cidade, no entanto, recebeu-nos de forma um pouco fria. Era noite de Natal, fazia bastante frio e, apesar de serem apenas 19.00h, as ruas estavam praticamente desertas quando nos dirigiamos da estacao de metro para o nosso hostel. Mas as coisas comecaram a aquecer quando a rapariga que nos recebeu nos acompanhou ao nosso primeiro "lar" nesta viagem. Tinhamos reservado um quarto duplo com casa de banho partilhada, mas esse tipo de alojamento neste hostel e feito numa serie de apartamentos espalhados por diferentes edificios. Como o nosso tinha dois quartos, e o outro nao se encontrava ocupado, ficamos com um apartamento em Budapeste so para nos! Muito quentinho, com computador, sala de estar e cozinha, e localizado numa rua que passa em frente a basilica de Santo Estevao, a maior igreja da cidade! Melhor era dificil...
Ainda fomos dar um passeio a pe pela zona ribeirinha (logo ali ao lado!) mas cedo regressamos ao nosso apartamento, onde fizemos uma ceia de Natal com doces e salgados trazidos de Portugal! O plano para os dois dia seguinte envolvia muitos quilometros a pe, por isso era necessario armazenar energia e descansar...
Depois de uma visita logo pela manha a basilica, que e monumento nacional, e uma visita fracassada ao mercado central que estva fechado nos dias 25 e 26), rumamos a zona a beira rio, passando para o lado de Buda, e subimos ate ao Palacio Real (totalmente destruido na II guerra mundial e reconstruido apenas na decada de 80) para ter uma vista panoramica da cidade. O tempo, muito nublado, nao ajudava, mas mesmo assim era imperdivel.

De seguida, dirigimo-nos ao bairro do Castelo. Apesar do seu nome, este bairro deixou de ter um castelo depois da invasao turca do sec XVI, e transformou-se mais tarde na zona governamental, hoje famoso pela beleza arquitectonica do seu conjunto (patrimonio mundial) e onde se distinguem a Igreja de Matias (local de varias coroacoes reais) e o baluarte dos Pescadores, construido no lugar de um mercaqdo de peixe para as comemoracoes do milesimo aniversario da cidade (em 1896!), com sete torres que representam as sete tribos que aqui se estabeleceram e uma balaustrada com uma vista sobreba sobre a cidade e o rio.


Depois descemos e atravessamos para o lado de Peste, onde admiramos mais de perto o edificio fabuloso do Parlamento. Com algumas semelhancas com Westminster, diz-se que e o terceiro maior edificio parlamentar do mundo, e e um simbolo da cidade e do pais. Tamanhos a parte, e, para mim, um dos edificios mais bonitos do mundo. A sua fachada voltada para o rio foi recentemente limpa e isso torna-o ainda mais belo, enquanto que a noite e iluminado, tornando-o um alvo apetecivel para fotografias nocturnas, algo que nao escapou a atencao da Carla!
No segundo dia em Budapeste, os musculos estavam doridos, por isso decidimos comecar relaxando! (ver post "Nos banhos termais em Budapeste"). Mas ainda havia muito para visitar...

Depois de passarmos pela praca dos Herois (com estatuas dos sete lideres tribais a cavalo), descemos a avenida Andrassy (os Champs-Elysees ca do sitio), admirando os edificios historicos (muitos deles aparentemente abandonados), o museu da Casa do Terror (dedicado as vitimas dos regimes nazi e comunista) e o magnifico edificio da Opera Nacional. A meio deste percurso, fizemos um detour, deambulando pelo antigo bairro judaico, onde pudemos ver (apenas por fora pois ja tinha fechado!) a maior sinagoga da Europa.
Ja de noite, era tempo de irmos buscar as nossas mochilas ao hostel, comer umas salchichas e pao num mercado de Natal em frente a basilica e apanharmos o metro em direccao a estacao de caminhos de ferro. O Expresso do Oriente ia partir e nao o queriamos perder por nada deste mundo!

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