Cataratas do Iguazú - Argentina

Caminhar sobre as cataratas, olhá-las de baixo para cima, sentir a água molhar-me o corpo. Estou no Iguazú, Argentina. Na parte Argentina é possível fazer vários percursos para admirar esta maravilha da natureza. O circuito superior leva-me sobre as cataratas e é uma sensação incrível. Os trilhos metálicos estão construídos sobre as quedas de água e permite-me vê-las debaixo dos meus pés. A densa floresta tropical emoldura a paisagem. Daqui consigo avistar vários arco-íris que se formam devido ao vapor de água que sobe do fundo da catarata. O fabuloso dia de sol ajuda. O circuito inferior desce até à base das cataratas e permite-me contempla-las numa perspectiva completamente diferente. Sinto a água a espalhar-se pelo ar.
Desço até ao rio para apanhar um barco até à base do salto San Martin. Atravesso o rio num insuflável e percorro as quedas. Saio toda molhada deste encontro mas completamente satisfeita. Apanho o comboio ecológico da selva. Chego à estação Garganta del Diablo. Um percurso de 30 minutos por um trilho suspenso sobre as águas do rio leva-me até à mais impressionante e a maior queda de água – Garganta del Diablo. Esta catarata, em forma de ferradura, tem 80m de altura e não existe forma alguma de a descrever, ou sequer fotografar, de maneira a mostrar a sua grandiosidade. As cataratas do Iguazú estão na lista das maravilhas naturais e não é por acaso. É realmente um lugar impressionante e grandioso. Sinto-me pequena a contemplar tamanha beleza. O lado argentino não é mais, nem menos, impressionante do que o lado brasileiro. Uma visita às cataratas tem obrigatoriamente que incluir os dois lados. No Brasil temos uma perspectiva panorâmica e muito clara do espaço. Vemos a grandiosidade da paisagem. Do lado argentino vemos as cataratas de perto, estamos no meio dos saltos, partilhamos o espaço com a natureza. Duas perspectivas distintas mas igualmente memoráveis.

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