Salinas Grandes

"Devia ter trazido outros óculos de sol"... É o que penso quando vejo que os que trazia na bolsa estão partidos! A 3350m de altitude, as chamadas Salinas Grandes reflectem a luz de tal maneira que é impossível andar sem óculos.
Na chamada Puna argentina, as terras altas acima dos 3000 m, encontra-se um local remoto conhecido por Salinas Grandes. Esta área terá sido um lago que secou no Holocénico e se transformou numa extensa crosta de sal com cerca de 525 km2.
Hoje, só os tours mais longos ou os carros alugados aqui chegam. É necessário atravessar a chamada Yunga, uma área de floresta subtropical, depois as montanhas dos Andes Centrais, onde um passo atinge 4170 m, e voltar a descer para terminar na área salgada.
As salinas são um lugar encantador. Para quem conhece o Salar de Uyuni, na Bolívia, são como um parente pobre mas, no entanto, tem o seu encanto. Algumas aberturas artificiais permitem a extracção do mineral de halite, que posteriormente é enviado para uma fábrica que ali se instalou. A comercialização do sal é feita por toda a Argentina.
As salinas são especialmente famosas junto dos turistas pois permitem fotografias bastante originais, já que a definição da linha do horizonte entre o sal e o azul do céu é bastante peculiar. Delicio-me com a paisagem, desfruto da tranquilidade do local e aproveito para explorar a máquina fotográfica.
Os vendedores de artesanato feito em sal também aqui estão e exibem a pele queimada pelo sol. Que lugar encantador. Rendo-me ao norte do país.

Hoje foi o meu último dia na província de Salta e amanhã regresso a Mendoza. Para trás deixo duas quebradas magníficas, Humahuaca e Cafayate, as salinas Grandes e uma cidade colonial que me encheu as medidas.

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