Helsinquia

Helsínquia foi a primeira paragem nesta nossa incursão pelo Báltico. Para poupar euros preciosos, decidimos voar no dia 25, algo que nao deve ter agradado muito as nossas famílias mas... a vida de backpacker e mesmo assim! Depois de uma escala em Frankfurt, la chegamos ao nosso destino por volta das duas da manha.
Nestas ferias decidimos estrear-nos na pratica do couchsurfing, uma opção de alojamento muito interessante, quer em termos económicos quer culturais. Iremos assim desfrutar da hospitalidade (ou não!) de habitante locais nas cidades de Helsinquia, Tallin, Viljandi e Vilnius. A nossa estreia foi algo singular pois o nosso anfitrião, um dia antes da nossa partida, avisou-nos que não estaria em casa no dia 25 mas que deixaria a chave do seu apartamento no aeroporto de Helsínquia, que nos poderíamos levantar. Dia 26 deveria regressar mas acabou por ficar fora mais um dia e nos acabamos por ficar com um apartamento em Helsínquia só para nos... e não chegamos a conhecer o nosso generoso anfitrião! Nada mau para começar...

O tempo é que não estava para brincadeiras... Dias antes tinham estado 25 graus negativos(!), mas quando chegamos estavam só 15 negativos! A neve cobria tudo, menos a estrada que liga o aeroporto ao centro da cidade, a qual percorremos de táxi, conduzidos por um egípcio natural de Alexandria. Globalização... Rapidamente, chegamos ao nosso destino, as chaves abriram as portas e instalamo-nos num T0 muito característico e quentinho.
No dia seguinte, lançamo-nos a aventura de andar na rua com pelo menos 10 graus negativos e queda de neve fustigada pelo vento! Não foi fácil... Fomos comprar o bilhete para a travessia de ferry para Tallin (Estónia) e dirigimo-nos a zona do porto de Kauppatori. Quando la chegamos, foi sem surpresa mas com espanto que deparamos com as aguas do mar Báltico completamente geladas e cobertas com uma generosa camada de neve! Decidimos adiar a visita a ilha Suomenlinna por um dia (na esperança de melhores condições atmosféricas) e demos uma volta pelo centro da cidade, onde pudemos apreciar a beleza da Igreja da Dorminação de Nossa Senhora e questionar-nos porque razão somos (quase) os únicos "pacóvios" que andam na rua nestas condições!

Depois de umas compritas, regressamos ao "nosso" apartamento, ate porque eram cinco da tarde, já de noite há quase duas horas(!), e o frio apertava.
No dia seguinte estava marcada uma viagem de ferry para as duas e meia da tarde, por isso não tínhamos muito tempo. Mesmo assim, só saímos de casa por volta das nove, quando clareou o dia! O frio continuava, mas já não nevava como no dia anterior. Dirigimos mais uma vez ao porto, onde apanhamos um barco que nos levou a ilha. Uma viagem de apenas 15 minutos, mas FABULOSA! Os estrangeiros, e particularmente os provenientes de climas temperados, reconhecem-se a milhas... São aqueles que olham para o mar gelado, e para o trilho do barco por entre placas flutuantes de gelo e neve, como crianças a olhar para um brinquedo! Uma vez na ilha, fizemos um percurso que nos permitiu admirar as ruínas de Sveaborg, a fortaleza sueca construída aqui em 1748 e conquistada pelos Russos em 1808. As fotos falam por si...
De regresso ao continente, tivemos apenas tempo de apanhar o metro em direcção ao porto ocidental da cidade, onde nos esperava o ferry que nos levaria a terras estónias. E tivemos de nos afastar 20 minutos de ferry de Helsínquia para o gelo do golfo da Finlândia desaparecer e deixar ver a superfície da agua (ainda assim muito fresquinha!) do Báltico.

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