Madaba

Madaba é uma pequena cidade a apenas 32 km de Ama, a capital da Jordânia. E uma cidade calma e que pode servir de base de exploração da área circundante, inclusive o Mar Morto. A partir do século IV tornou-se um importante centro da Cristandade, e hoje continua a ser a cidade da Jordânia com maior presença de cristãos e de igrejas cristas. Uma das consequências deste facto foi o termos ficado alojados num hotel situado no centro da cidade mas suficientemente longe de qualquer mesquita, de tal forma que não éramos acordados com o habitual chamamento para a oração das 4.30 h da manhã!


Para além disso, nota-se que as principais atracções turisticas da cidade estão relacionadas com o cristianismo e com a presença romana. Madaba e conhecida como a cidade dos mosaicos, pois sempre que são descobertas mais umas ruínas (normalmente por acidente), estas incluem exemplares mais ou menos bem conservados de mosaicos com motivos geométricos ou dedicados a deuses e a cenas do quotidiano. Podem admirar-se belos exemplares no Parque Arqueológico da cidade (com ruínas de igrejas do século VI), na Igreja dos Apóstolos (embora não tenhamos visto nada relacionado com estes últimos) e no Museu da cidade, com uma organização sui generis pois o seu acervo esta distribuído por algumas casas do bairro onde se situa. 


Mas o cartão de visita da cidade e a Igreja de S. Jorge, ou melhor, o mosaico que se pode admirar no seu chão frente ao altar, o agora famoso mapa mosaico de Madaba. Descoberto em finais do século XIX, aquando da construção de uma nova igreja sobre as fundações de outra, hoje e encarado como o mapa mais antigo da Terra Santa. Esta orientado de leste para oeste, com a Palestina a esquerda e o delta do Nilo no extremo direito e contem, entre outras, representações de cidades, da linha de costa, do Mar Morto, dos rios Jordão e Nilo e um esquema detalhado de Jerusalém.


Pensa-se que teria originalmente entre 15 a 25 m de comprimento e 6 m de largura, com mais de 2 milhões de pedrinhas e, embora grande parte já não exista, o que sobreviveu e ainda suficiente para constituir uma bela obra de arte com um grande valor histórico e geográfico.


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