Museu de arte cicladica


As Ciclades são o conjunto de ilhas situadas a sudeste da Grécia continental e tem este nome pelo facto de formarem um ciclo à volta da ilha de Delos. Crê-se que algumas destas ilhas eram habitadas por volta de 7000 a.C.! Mas foi só por volta de 3000 a.C. que começou a surgir uma civilização com características homogéneas, dedicada ao comércio e trocas marítimas, a que se dá hoje o nome de civilização cicládica. O seu período mais característico estende-se ate ao ano 2000 a.C., altura a partir da qual as ilhas começaram a ser invadidas sucessivamente, sendo que os mil anos seguintes testemunharam a expansão das culturas Minóica e Micénica, e consequente processo de aculturação. O museu que fomos visitar hoje, em Atenas, tem vários pisos dedicados a diferentes períodos da arte grega e pré-grega mas, como o próprio nome do museu indica, o seu ponto forte e uma sala que tem como tema a arte da civilização cicládica. Nesta podemos encontrar diferentes peças de diferentes materiais mas aquelas que se distinguem claramente são as representações de figuras femininas em mármore, em diferentes tamanhos que vão desde alguns centímetros até maior do que uma pessoa. Pensa-se que poderão estar relacionadas com cerimónias fúnebres, uma vez que o desenho das figuras parece indicar que deveriam estar deitadas, estando os braços sempre cruzados no peito. São figuras muito simples mas muito bonitas.

Além das peças permanentes no museu, estava aberta ao público uma exposição temporária, com peças vindas de mais de 50 museus de todo o mundo, dedicada a arte erótica na Grécia e a representação dos desejos (e actos) carnais, quer na sua vertente mais implícita, quer numa versão mais hard-core. Vasos pintados com cenas de sexo explicito entre homens, mulheres e animais (nas diferentes combinações possíveis!) deliciavam os visitantes mais curiosos. Algumas das peças, na generalidade com mais de 2500 anos de idade, primam pela originalidade, apesar do tema retratado ser recorrente... Candeeiros, vasos, umbrais de portas, e muito mais, constituem representações fálicas para todos os gostos (artísticos, entenda-se!). Material explicito, não aconselhável a crianças ou (principalmente) a adultos púdicos!

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