Huancavelica

Esta noite fizemos a viagem de bus de Paracas (San Cemente) para Huancavelica. Foi uma autêntica aventura. Primeiro, San Clemente, na panamericana, parecia uma favela cheia de criminosos. Mas até aqui tudo bem! Segundo, o bus!! Sim... o bus era horrível. O motorista não parava e não deixava ninguém ir a casa de banho. Subimos desde o nível do mar para 3600m e eu comecei a desidratar com a altitude. Estava sempre com vontade de urinar. Foi terrível. Parecia uma tortura. Só consegui parar duas vezes para urinar em plenos Andes, à vista de uma população andina masculina (possivelmente chocada)! Uma das vezes no meio de uma rua dum "pueblo". Passei tão mal! Esta altitude acaba comigo. O Rui não sofre nada.


Às quatro da manhã lá chegámos a Huancavelica. O primeiro hostel que tentamos não tinha quartos por isso ficamos na segunda opção: o Hotel Camacho. Nada mau para uma noite. Pelo menos tinha "resmas" de cobertores nas camas!


De manhã descobrimos, enquanto nos passeávamos pelo "pueblo" que somos os únicos "gringos" in town! Não se vêem turistas nenhuns aqui. E foi fácil de perceber porquê. O comboio mais alto do mundo parte daqui para Huancayo e foi essa razão que nos trouxe cá, mas a linha está em obras e a viagem não se efectua até Dezembro. Ficamos tristíssimos... Mas, valeu o desvio. A população de Huancavelica é muito simpática, pura e acolhedora. São os peruanos mais simpáticos que conhecemos até aqui. Gostam de brincar connosco, metem conversa, dizem piadas, etc. Até um grupo de três miúdos, engraxadores de sapatos, se vieram sentar comigo no chão a perguntar se eu era "gringa"! São muito humildes. A vila é muito pequenina e visitamo-la numa manhã. À hora do almoço apanhamos um táxi colectivo para Huancayo.

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