Aclimatando no Vale Sagrado dos Inkas


Dedicamos o dia de hoje a um passeio de táxi pelo vale do rio Urubamba (o mesmo que passa em Machu Pichu) nas redondezas de Cuzco. No nosso itinerário destacavam-se algumas das ruínas incas mais famosas tais como Pisac, Ollantaytambo e Moray. 


Pisac é uma aldeia junto ao rio que é, ainda hoje, vigiada por uma fortaleza inca impressionante. Impressionante pela sua localização, empoleirada nas escarpas e permitindo uma visão espectacular do vale, mas também pela beleza do seu conjunto, constituído por fortaleza, casas e terraços. Um pequeno Machu Pichu! 


Seguindo uma estrada que percorre o antigo leito do rio, encontramos Ollantaytambo, a que é considerada a aldeia actual mais inca do Peru. Isto porque a planta da aldeia, as fundações das casas, as estruturas de regadio sobreviveram a centenas de anos e testemunham ainda as origens deste povoado. Dominando a aldeia, vemos mais uma vez ruinas de uma fortaleza inca, onde os incas tiveram a sua última grande vitória sobre os espanhóis, assim como a sua última grande derrota, ambas sob o comando do último imperador inca, Manco II, que posteriormente se refugiou na selva, quase aqui ao lado. 


Finalmente, visitamos Moray, um sítio arqueológico fascinante e visualmente muito apelativo. Moray consiste num conjunto de terraços em forma de círculos concêntricos com uma diferença de altura entre o terraço mais alto e o mais baixo de cerca de 100m. Aparentemente, a diferença de temperatura entre estes terraços pode atingir, em determinadas alturas, os 15 graus celsius! Pensa-se que os incas usavam estas estruturas como laboratório de culturas, experimentando diferentes sementes e optimizando as condições para o seu desenvolvimento. Muito interessante!

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